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Uma olhada rápida no Eee PC 1002HA/1002HAE
Por Carlos E. Morimoto em 27 de maio de 2009 às 19h26
23A Asus foi a primeira a investir pesadamente no ramo dos netbooks e, durante algum tempo, colheu os frutos do investimento, com o Eee 701 e mais tarde o Eee 900 gozando de um quase monopólio do mercado durante os primeiros meses. Não demorou para que os outros fabricantes percebessem o potencial de venda dos netbooks e passassem a lançar seus próprios modelos. Da Acer à Samsung, passando pela Dell, HP, MSI e dezenas de outros integradores menores, todos correram para não perder o barco.
O resultado de tudo isso é que a Asus acabou perdendo a liderança das vendas, vitimada principalmente para o Acer Aspire One, que chega a ser vendido por US$ 250 no exterior.
Vendo as vendas caírem, a Asus resolveu investir no desenvolvimento de novos modelos, literalmente atirando para todos os lados, com desde lançamentos de baixo custo (como o Eee 900, que chega a ser vendido por menos de R$ 1000 aqui no Brasil) até modelos mais caros, como o N10, que inclui um chipset nForce 9400M integrado.
Entre os dois extremos está o Eee PC 1002HA:

Ele foi cedido para review pela equipe da Hardstore Informática (http://www.hardstore.com.br/), que é uma antiga parceira do site. Como sempre, nossos agradecimentos. :)
O principal destaque do 1002HA é o design. O plástico dos modelos anteriores foi substituído por um case de alumínio anodizado, com detalhes em cromo. Ele é quase exatamente do mesmo tamanho que o Eee 1000HA, mas é mais leve (com, 1.2 kg) e mais fino, sem o "calombo" da bateria, que foi movida para um compartimento interno:

Entretanto, a redução teve um preço. Em vez de utilizar uma bateria Li-Ion de 4 células de 7.2V e 5800 mAh, como a encontrada no Eee 900, a Asus optou por utilizar uma Li-poly de duas células, com apenas 4200 mAh, o que corresponde a uma redução de quase 28% na capacidade.
A mudança na localização da bateria permitiu que o conector VGA, juntamente com o de rede fossem movidos para a parte traseira, juntamente com a saída de ar do exaustor (uma mudança bem-vinda) e do leitor de cartões (não tão bem-vinda assim):

Como em outros netbooks, o Eee 1002HA utiliza um único módulo de memória DDR2. Ele vem com 1 GB de fábrica e você pode atualizá-lo para até 2 GB, substituindo o módulo. Como de praxe, é possível encontrar lojas que já o vendem com o módulo de 2 GB, o que acaba sendo um upgrade aconselhável, considerando o pequeno acréscimo no custo.
O 1002 HA é também um dos primeiros modelos da série a incluir um transmissor Bluetooth 2.1 integrado (um Azureware AW-BT253), eliminando a necessidade de usar um transmissor externo.
Pode parecer estranho que com tantas opções de transmissores USB baratos (você pode comprar um por US$ 3 ou até menos no dealextreme.com, por exemplo) a maioria dos portáteis ainda venham sem Bluetooth, mas na verdade é que os transmissores Bluetooth internos são ainda bem mais caros, devido ao baixo volume de produção, chegando a custar mais de 10 dólares para os fabricantes:

Isso criou um ciclo vicioso, em que os fabricantes ficam receosos em adicionar o transmissor interno, com medo de que o aumento no preço prejudique as vendas e os compradores acabam preferindo os transmissores USB, que por serem produzidos aos milhões, são bem mais baratos.
Outro detalhe com relação aos transmissores bluetooth internos é que eles substituem o módulo do modem discado. Existem módulos que incorporam ambas as funções, mas eles são ainda mais caros e por isso pouco usados.
Outra mudança é o teclado, que passou a utilizar teclas similares às usadas no MacBook. O teclado não é ruim, mas exige um certo período de adaptação, pois o recuo das teclas é menor. Em compensação, o teclado tem 92% do tamanho de um teclado regular e existe um bom espaçamento entre as teclas, o que faz com que ele seja muito mais confortável de digitar do que os teclados miniaturizados dos modelos anteriores:

Esta unidade do review é ainda o modelo importado, que vem com o teclado US-Internacional e com o Windows XP em inglês, mas não deve demorar para a versão nacionalizada começar a chegar as lojas.
Além da versão com o Windows XP, existe também uma versão com Linux, que possui as mesmas especificações. Entretanto, o preço de lançamento das duas versões é o mesmo.
De qualquer maneira, mesmo comprando a versão com o XP, você pode instalar o Ubuntu 9.04 ou outras distribuições recentes sem grandes percalços. Com exceção de algumas das teclas de atalho e do botão para alterar os perfis de gerenciamento de energia, tudo funciona diretamente, incluindo a rede wireless, o gerenciamento de energia do processador (o clock é reduzido para 1.0 GHz nos momentos de inatividade), a aceleração 3D e o Bluetooth. O multitapping do touchpad também funciona, com um toque de três dedos por exemplo, você obtém um clique com o botão direito.

Basta criar um pendrive de boot (ou conseguir um adaptador IDE > USB para espetar um drive de CD externo) e instalar o sistema da forma usual.
Diferente dos modelos anteriores, que eram baseados no Atom N270, o 1002HA adota o Atom N280, que oferece um pequeno aumento no desempenho, com um clock de 1.66 GHz (em vez de 1.6) e bus de 667 MHz (em vez de 533MHz, como nos anteriores).
A má notícia é que, assim como o N270, o N280 é um modelo dentro da plataforma Diamondville, o que significa um consumo elétrico mais alto.
Embora o Atom N280 tenha um TDP de apenas 2 watts, o 945GSE possui um consumo de 6 watts, com mais 3.3 watts para o ICH7M, o que eleva o total da plataforma para 11.3 watts.
Para aumentar a autonomia da bateria, a Asus desenvolveu um sistema próprio de gerenciamento, implantando através de um controlador adicional, batizado de EPU (Energy Processing Unit). Ele assume a tarefa de monitorar o uso do sistema, desativando componentes sem uso e ajustando o clock do processador de acordo com a demanda.
Ele oferece uma série de perfis de gerenciamento, que podem ser ativados usando o botão de atalho em cima das teclas F1/F2 ou através do ícone no tray.
A Asus fala em uma autonomia de 5 horas para o 1002 HA, mas você só chegará perto disso usando o perfil Power Saving e rodando tarefas leves. Ao assistir vídeos ou rodar aplicativos mais pesados usando o modo Performance ela cai para cerca de 3 horas, não muito diferente da oferecida pelo Eee 900 e bem inferior à do Eee 1000 HA, que apesar de feio, utiliza uma bateria de quatro células.
Outra diferença para quem está acostumado com o Eee 900 ou o 901 é a substituição do SSD por um HD convencional (2.5") de 160 GB. O modelo escolhido foi um Seagate ST9160310AS, que é um modelo SATA de 5400 RPM com 8 MB de cache e tempo de busca de 11 ms.
Ao contrário da crença popular, a diferença de consumo em utilizar um HD de 2.5" e um SSD não é muito grande. O ST9160310AS do 1002 HA consome 2 watts durante as operações de leitura e gravação e apenas 0.2 watts em standby, valores que não são muito mais altos que os da maioria dos SSDs do mercado.
O 1002HA é vendido nos EUA por US$ 499, e pode ser encontrado no Brasil na faixa dos 1600 a 1800 reais (na Hardstore está sendo vendido por R$ 1650), bem mais caro que o 1000HA, que está sendo vendido na faixa dos R$ 1300.
Uma observação é que a Asus fez uma certa confusão com este modelo. O Eee 1002HA original (que foi lançado em dezembro de 2008) era baseado no Atom N270 (o modelo anterior, de 1.6 GHz), utilizava um teclado de layout convencional, em vez do teclado estilo Macbook do modelo que recebi.
Pouco depois, ele foi atualizado, recebendo o novo teclado e o Atom N280, dando origem ao 1002HAE, que foi lançado oficialmente apenas no Japão. Entretanto, ao lançar o novo modelo no resto do mundo, a Asus decidiu manter a numeração anterior, simplesmente substituindo o 1002HA antigo pela nova versão, sem alterar o modelo.
Com isso, temos duas versões diferentes do 1002HA no mercado, que você pode diferenciar pelo clock do processador e pelo teclado. Este modelo usado no review é um membro da nova safra, mas você encontrará também exemplares da versão antiga, possivelmente por um preço um pouco mais baixo.
Update: O review completo já está no ar. Clique para ler
23 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 21 de março de 2011 às 16h34


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