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iPad, Slate e a era dos tablets

Por Carlos E. Morimoto em 28 de janeiro de 2010 às 14h36

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Introdução

Se 2009 foi o ano dos netbooks, 2010 será seguramente o ano dos tablets e e-books. Praticamente todos os fabricantes têm apresentado projetos na área, no que se tornou uma nova corrida do ouro.

A ideia dos tablets não é nova. Em 1998 a Apple lançou o Newton (que foi revolucionário sob diversos pontos de vista, mas não fez sucesso por ser muito caro) e em 2005 a Microsoft e Intel anunciaram o projeto Origami, que consistia em tablets (batizados de UMPCs) com tela sensível ao toque, com processadores Intel e Windows:

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O tablet da segunda foto poderia muito bem se passar por um novo lançamento da Asus/Sony/Toshiba/etc. para "oferecer um novo nível de experiência, elevando a um novo patamar o padrão de acesso à web e consumo de mídia", mas é apenas um protótipo da plataforma Origami, que foi demonstrado no início de 2006 e não chegou a entrar em produção.

Em princípio a ideia dos UMPCs parecia boa: criar uma plataforma de PCs ultra-compactos, menores, mais leves e com uma maior autonomia que os notebooks, equipados com processadores dual-core, aceleração 3D, wireless e, opcionalmente, também a opção de se conectar à web via EDGE ou 3G. Com um UMPC, você teria um PC que poderia levar com você o tempo todo, carregando seus aplicativos e arquivos, o que permitiria que você se conectasse à web ou assistisse vídeos em qualquer lugar.

Apesar disso, o plano não deu muito certo. Os poucos modelos disponíveis inicialmente eram muito caros e as vendas ínfimas, tornando a plataforma mais um objeto de curiosidade, do que uma alternativa real. Para piorar, tínhamos ainda a questão dos softwares e da ergonomia. Os UMPCs da safra inicial eram baseados no Windows XP ou no Vista e rodavam os mesmos aplicativos que você usaria em uma PC de mesa. O problema é que as pequenas dimensões da tela e ausência de um teclado e mouse de verdade tornavam o conjunto bastante desconfortável de usar. Um bom exemplo é o Asus R2H, que chegou a ser vendido no Brasil por volta de 2007, porém sem muito sucesso:

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A Intel continuou apostando na ideia dos UMPCs, dessa vez rodando o Moblin, uma distribuição Linux otimizada para uso em portáteis que oferece recursos de hardware mais baixos que o Windows, permitindo o desenvolvimento de aparelhos mais compactos. O projeto continua na ativa e de vez em quando aparecem novos produtos baseados na plataforma, mas eu me surpreenderia se algum deles viesse a fazer algum sucesso em um futuro próximo.

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A ideia dos tablets foi revivida com o Amazon Kindle, que inaugurou um novo nicho, oferecendo uma plataforma para leitura de e-books. O Kindle é baseado em uma tela e-paper, que consome pouca energia e oferece uma experiência mais similar à leitura de um livro em papel. A desvantagem óbvia é que ela é monocromática, mas os livros também são.

O Kindle foi lançado em conjunto com uma plataforma de venda de conteúdo da própria Amazon, que já inclui quase 100.000 e-books (com preços em torno de US$ 10 para os mais conhecidos), além de assinaturas de jornais e revistas. Isso fez com que ele fizesse um relativo sucesso nos EUA, apesar do preço de US$ 359 (recentemente reduzido para US$ 259).

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Mais recentemente tivemos o lançamento do Kindle DX (com tela maior) e da versão internacional. Atualmente, o Kindle é tarifado como qualquer aparelho eletrônico, o que faz com que ele custe nada menos que R$ 1000 no Brasil. Entretanto, existe movimentação em torno de enquadrá-lo na categoria de livros e periódicos, o que eliminaria os impostos, reduzindo o preço pela metade.

2 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 29 de janeiro de 2010 às 06h20

Comentários

Dig Din
por Jony (anônimo) em 22 de junho de 2011 às 09h51
Ipad eh pra executivo. Mas tem que ter os Apple Lovers pra dizer o contrário. Então compre! Eu compraria coisa melhor com essa grana.
Gostei
por Fernando (anônimo) em 28 de novembro de 2010 às 22h44
Essa matéria me ajudou a decidir se compro um note ou um IPAD, não vi nenhuma vantagem no IPAD ^^