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Placa-mãe Asus M2N-MX
Por Carlos E. Morimoto em 27 de agosto de 2007 às 10h51
9Parte 2
Testes e overclock
Chegamos ao assunto que talvez seja a maior virtude do conjunto que originalmente já oferece ótimo custo-benefício: o overclock.
Primeira vez que o sistema é iniciado, processador a 1900Mhz e memória utilizando divisor 6, operando a DDR633(316Mhz). Ótimo desempenho, os dois núcleos trabalham muito bem sob o Windows XP, que é instalado em poucos minutos.
No uso é notável a suavidade proporcionada pelo núcleo adicional, comparando aos Athlon64. Não há freqüência no Athlon64 que seja capaz de fazer com que os programas sejam encarados com tamanha leveza, que já aparecia nos Pentium 4 com HyperThreading, mesmo com somente um núcleo.
Tudo instalado, falta algo? Sinto que não falta nada, pelo contrário, sobra desempenho. Mas a temperatura de 32ºC chama atenção, mesmo com o cooler original e o gabinete ainda sem os fans adicionais. Condições favoráveis ao overclock, então vamos a ele. Vamos começar com pouco? Não, o conjunto vai longe. Ajustando o clock base para 275Mhz e o multiplicador do HTT para 4X, o processador foi a 2614Mhz e a memória para 435Mhz(DDR870), um bom começo.

Mais longe, 290Mhz é o limite das memórias sem qualquer alteração na voltagem ou latências, processador a 2755Mhz e memórias a 459Mhz(DDR918):

O limite das memórias é este, sem alteração alguma. Mas a placa tem mais 10Mhz disponíveis no clock base, porque não testar? 300Mhz, a ausência do multiplicador 3X para o HTT faz ser obrigatório o uso do multiplicador 4X ou 2X, resultando na ordem em 1200Mhz ou então 600Mhz para o HyperTransport. A memória passou a usar divisor 7, pois senão estaria rodando a 475Mhz(DDR950) e então acima do suportado sem nenhuma alteração nas voltagens.

O máximo da placa, não há mais para onde ir, o Brisbane chegou. É notável pequena variação no Vcore, entre 1.34V e 1.4V, mas isso é absolutamente normal considerando a carga exigida e limite da placa, então o máximo de variação do original (1.35V) foi de somente 3%. A temperatura pouco se alterou, continua em torno dos 30ºC com uma temperatura ambiente de 22ºC, e o máximo que chegou foi de 51ºC em full load (para testes de estabilidade foi utilizado o Orthos, programa de stress que revela a estabilidade no sistema).
Objetivos alcançados, vamos agora aos resultados dos testes:






*resultados da média de 3 passagens
A GeForce 6100 onboard não é uma referência em desempenho 3D, longe disso. Mas quem tem o interesse de partir para um novo conjunto, tendo opções de upgrade pelo slot PCI Express ou mesmo quem não for exigente com gráficos 3D, esse processador gráfico pode chegar a surpreender aos desavisados.
Pertencendo à família das GeForce 6, tem suporte ao Pixel Shader 3.0 e assim tem suporte a muitos jogos e a funções 3D como o Aero, do Windows Vista.
É basicamente uma GeForce 6200 simplificada, com somente 2 pipelines (a 6200 tem 4 pipelines) e operando à freqüência de 425Mhz, um pouco acima da 6200. A freqüência mais alta tenta reduzir a diferença, mas ela é grande, causada pelos 2 pipelines e o óbvio no caso de um vídeo onboard, que é de compartilhar a memória RAM com todos os outros dispositivos.
Um exemplo de jogo testado foi o Need for Speed Underground, que já tem alguns anos mas serve como referência por já ser baseado no DirectX9. A GeForce 6100 (com 64MB compartilhados) foi capaz de rodá-lo a uma resolução de 1280x1024 com todos efeitos ativos a uma média de 30 FPS (mínimo de 25 FPS e máximo de 39 FPS), marca próxima de uma GeForce FX5200 / 5500 128bit.
Assim como em placas de vídeo offboard, o conselho sobre memória é o mesmo: mais memória é necessária se for usada, caso contrário será memória desperdiçada. Com até 1GB de memória, recomendo compartilhar somente 64MB para o vídeo, enquanto se tiver mais do que 1.5GB a 2GB, compartilhar 128MB pode ser que ajude em casos onde a memória se esgotar, mas mesmo assim a quantidade de memória continua não sendo o ponto principal.
Abaixo, imagens de testes comparando o desempenho do vídeo onboard com o processador e memórias em stock (freqüência original) à esquerda e em overclock no processador para 2755Mhz e memória a 459Mhz(DDR918) à direita:






Conclusão
O processador oferece uma das melhores relações custo-benefício atualmente, tem ótimo desempenho original, dissipa pouco calor e tem baixo consumo, um ótimo preço e está em um Socket que oferece opções de upgrade. O overclock é um "brinde" assim como em qualquer outra situação, não deve ser levado em consideração por quem não seja aficionado, pois caso não corresponda às expectativas pode ter uma decepção, lembrando que a capacidade de overclock varia a cada unidade.
Apesar de ser uma placa onboard de baixo custo a M2N-MX não deve muito às placas mais caras, que somente tem melhoresopções de overclock, um slot PCI Express x16 para fazer SLI, mas de qualquer forma também não seria um dos upgrades mais recomendáveis. É possível extrair o máximo da placa utilizando os recursos nela disponíveis sem prejuízos, como ficar limitado ao PCI Express operando abaixo de sua capacidade ou ainda ser obrigado a usar as memórias a determinada freqüência.
O suporte aos AM2+ e AM3 é prometida, basta saber se as placas realmente tem condições de suportá-los somente com uma atualização de bios. A controladora de memória agora integrada ao processador (como também é nos outros K8) diminuiu a diferença de desempenho entre os chipsets, porém ainda há os outros diversos fatores que diferem os modelos, que devem ser levados em conta na hora de comprar um conjunto.
As memórias também não fizeram feio e oferecem a qualidade da marca que tem garantia vitalícia. Mesmo não sendo destinadas para o mercado overclocker, esse é um dos fatores mais marcantes, já que sobre a qualidade não há comentários e o desempenho varia, principalmente sobre a freqüência de operação, tempos de latência e pode ter a ajuda do DualChannel no caso de dois pentes de preferência idênticos.
Ou seja, o melhor conjunto é o que melhor atende às suas necessidades. Para quem realmente não precisa de muito desempenho este conjunto até sobra, e então deve priorizar a atividade ou aplicativoque tiver o uso mais intenso. Em uso para jogos, por exemplo, não há o que compensar se não comprar uma placa de vídeo adequada. Caso manipule grandes arquivos, o melhor é investir em um HD grande e rápido, cogitando utilizar a técnica do RAID, recurso que a placa tem disponível para melhor servir em desempenho ou confiabilidade. No que cada um destes componentes testados oferecem, o valor pago é indiscutivelmente justo.
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9 comentáriosPor Carlos E. Morimoto. Revisado 27 de agosto de 2007 às 10h51


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